A falta de vagas no centro de Itararé voltou a ser alvo de cobrança na Câmara Municipal. Em discurso na tribuna, o vereador Dr. Filipe Martins reforçou a pressão sobre a Prefeitura e pediu uma resposta concreta para o impasse do estacionamento rotativo, apontado por ele como um problema antigo que segue sem solução enquanto moradores e comerciantes enfrentam transtornos diários.
Segundo o vereador, a dificuldade para estacionar atinge diretamente quem precisa resolver questões simples no centro da cidade, como ir ao banco, passar na farmácia, fazer compras rápidas ou acessar serviços essenciais. A crítica é que, sem organização adequada das vagas, muitos motoristas acabam deixando o carro distante ou perdem tempo em busca de espaço, enquanto veículos permanecem estacionados durante horas em áreas de maior circulação, como a Rua São Pedro, o entorno da praça e a Rua Prudente de Moraes.
Na cobrança feita em plenário, Dr. Filipe Martins afirmou que o tema já foi levado à tribuna em outras ocasiões e também motivou pedido de informação, mas segue travado no Executivo. O vereador lembrou que havia uma licitação em andamento para a concessão do estacionamento rotativo, posteriormente revogada pela prefeitura, e criticou a ausência de medidas práticas desde então.
Para o parlamentar, se o modelo anterior não atendia ao interesse da administração, caberia ao governo municipal apresentar rapidamente uma alternativa melhor, com estudos detalhados e cronograma definido. Na avaliação dele, o que não pode continuar é a população pagando pela demora da máquina pública em enfrentar um problema que afeta diretamente a rotina do centro comercial.
A cobrança ganha ainda mais peso diante do crescimento da frota local. Com população estimada em 45.213 habitantes e 30.424 veículos registrados em Itararé, a pressão sobre as vagas centrais se tornou cada vez mais evidente. Para Dr. Filipe Martins, esse cenário exige prioridade e celeridade por parte da prefeitura, especialmente em períodos de maior movimento, quando o problema se agrava e as reclamações se multiplicam.
Ao levar novamente o tema à tribuna, o vereador reforça uma cobrança que ecoa entre motoristas, comerciantes e moradores que dependem do centro para trabalhar, consumir e acessar serviços. O recado foi direto, se a gestão rejeitou o projeto anterior, precisa agora apresentar uma solução eficiente, viável e urgente para reorganizar o estacionamento na cidade.
















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