Segundo moradores da Vila Jora ouvidos pela Folha Sudeste, a cabeceira da ponte localizada na Rua Hércules Peppo já apresentava danos desde 29 de julho. De acordo com os relatos, naquela data parte da cabeceira já estava quebrada e, passados dois meses, o problema ainda não havia sido solucionado pela Prefeitura.
Um dos moradores, que procurou a Folha Sudeste e pediu para não ser identificado, afirma que, desde então, a situação se agravou. A erosão teria avançado, provocando perda de terra junto à estrutura e comprometendo o terreno próximo à passagem.
As imagens mostram erosão, perda de terra junto ao pavimento e sinalização de advertência. A situação preocupa moradores que dependem da passagem para seus deslocamentos diários.


De acordo com os relatos, mesmo com os danos existentes, pedestres, motociclistas e até pessoas a cavalo continuavam utilizando a travessia. A preocupação é que novas chuvas possam agravar a erosão e comprometer ainda mais as condições do local.

Moradores relatam agravamento desde julho
Um morador que procurou a Folha Sudeste e pediu para não ser identificado afirma que a cabeceira da ponte já estava parcialmente danificada em 29 de julho.
Segundo ele, com o passar das semanas, a terra próxima à estrutura continuou cedendo, aumentando a preocupação de quem precisa utilizar o trecho.
O denunciante relata que a Defesa Civil esteve no local e instalou sinalização para alertar sobre o perigo. A medida foi reconhecida pelo morador, que, entretanto, questiona a ausência de uma intervenção definitiva até a data da denúncia.
As imagens encaminhadas à reportagem mostram uma área de erosão junto à cabeceira, com perda de solo nas proximidades do pavimento. A existência de sinalização indica a necessidade de atenção no trecho, mas somente uma avaliação técnica pode determinar a extensão dos danos e as condições de segurança da estrutura.
Para os moradores, a preocupação não está apenas na deterioração da ponte, mas também na demora relatada para que uma solução seja apresentada.
Secretaria de Lucas Castilho é cobrada por providências novamente
A situação coloca sob cobrança a Secretaria Municipal de Serviços Municipais, comandada por Lucas Aparecido de Castilho, nomeado para o cargo pela Portaria nº 2/2025.
Diante dos relatos, a população espera esclarecimentos sobre as providências adotadas pela administração municipal e sobre a responsabilidade dos setores encarregados da manutenção da via.
Uma das principais questões é saber quando a Prefeitura recebeu a primeira comunicação sobre os danos e se, desde então, houve vistoria de engenharia, elaboração de projeto ou definição de prazo para o reparo.
Também é necessário esclarecer se a Secretaria de Serviços Municipais realizou alguma intervenção emergencial para conter a erosão e quais medidas ainda precisam ser executadas.
A sinalização preventiva é importante para alertar a população, mas não substitui a avaliação técnica e as obras eventualmente necessárias para recuperar as condições de segurança da passagem.
Governo João Fadel também precisa esclarecer a demora
A cobrança dos moradores não se limita à secretaria responsável pela manutenção das vias. Ela também alcança a administração do prefeito João Fadel Filho, responsável pela coordenação das ações do Executivo municipal.
Se confirmado que os danos começaram em 29 de julho e permaneceram sem reparo até o final de setembro, o intervalo representa mais de dois meses de espera por uma solução definitiva, conforme a cronologia apresentada pelos moradores.
Nesse período, a população relata que a erosão continuou avançando e que a travessia permaneceu sendo utilizada.
A Prefeitura precisa esclarecer se o trecho foi avaliado por profissionais habilitados, se há necessidade de interdição e quais medidas estão previstas para evitar o agravamento dos danos.
Também cabe à administração informar se existe orçamento destinado à recuperação da ponte e qual seria o cronograma de execução dos serviços.
População quer prazo e solução definitiva
Para os moradores da Vila Jora, a principal reivindicação é a recuperação da ponte e a garantia de condições seguras para quem precisa atravessar o local.
A situação exige informações claras sobre a extensão do problema, as providências já adotadas e as próximas etapas previstas pela Prefeitura.
Depois de mais de dois meses de espera relatada pelos moradores, a pergunta permanece: quando a ponte da Rua Hércules Peppo será recuperada?
















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